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Nave chinesa retornando da Lua é fotografada por brasileiro

por Edição Imperium

O Observatório SONEAR-Wykrota-CEAMIG, localizado na Serra da Piedade, na cidade de Caeté, em Minas Gerais, Brasil, conseguiu registrar a espaçonave Chang’e 6, da China, em seu retorno à Terra após uma missão bem-sucedida de coleta de amostras do lado oculto da Lua. A missão, lançada em 3 de maio de 2024, foi um marco na exploração espacial, sendo a primeira a coletar amostras dessa região inexplorada do satélite.
A espaçonave Chang’e 6, que pesa 8,2 toneladas, é composta por quatro componentes: um orbitador, um módulo de pouso, um módulo ascendente e um módulo de reentrada. Todos esses componentes foram utilizados para coletar as amostras lunares do lado oculto da Lua e trazê-las de volta à Terra. A chegada da espaçonave está prevista para o dia 25 de junho.
O registro da cápsula Chang’e 6 foi feito pelo astrônomo amador Cristóvão Jacques, que administra o Observatório SONEAR-Wykrota-CEAMIG. Jacques é também membro do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG), da Rede de Astronomia Observacional (REA) e da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON).
A visualização da espaçonave exige um telescópio, uma câmera digital e um pouco de conhecimento astronômico. Segundo Jacques, a sonda estava a pouco menos de 368 mil km da Terra no momento em que o registro foi feito. A nave está perto da Lua no céu, mas não é visível a olho nu.
As amostras coletadas pela Chang’e 6 podem oferecer novas indicações sobre a Lua, nosso próprio planeta e o início da história do Sistema Solar. A China é o primeiro país a recuperar amostras do lado oculto da Lua, um feito que nenhum outro país do mundo já realizou. As grandes potências militares do mundo, como a União Soviética e os Estados Unidos, já coletaram dados de rochas no lado mais visível da Lua, mas até então, ninguém tinha ido até o lado oculto da Lua.

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